(...) Me assustou um pouco, sabe? Eu não preciso da tua falsa preocupação e nem que tu fique rindo de mim com outra pessoa. Na verdade eu não preciso de mais nada de ti. Confesso que cheguei a precisar muito daquela que você era, a outra, sabe? A que me escreveu todos aquelas e-mails, que me olhava e dizia que me amava, lembra? Não preciso de nada dessa nova pessoa, por isso eu deixei pra trás e disisti. Eu desisti da nova você quando eu percebi que a antiga morreu completamente, morreu junto com o que ela dizia sentir por mim, aquele dia, sabe, que tu falou que não me amava mais. Morreu. Morreu e eu desisti talvez de uma das coisas que eu mais queria e me importava. Talvez nunca tenha existido, sabe. Aquela outra de repente não existia. Mas eu enxergava coisas tão lindas nela, e admirava tanto! Mas sabe, eu lamento. Lamento ter visto tanto numa pessoa que não existia.
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