Optei pela diversidade
Nunca quis pensar que você não valesse a pena, porque meu bem, você sempre alcançou todos os meus ápices. Mas tudo soou um tanto quanto intrigante que você me pôs na posição de escolher se era mais certo desistir ou aguentar. Sabe o quanto é frustrante se esmagar por essas duas opções? É como se eu corresse pra frente e vivesse um espelho gigante me mostrando o seu rosto lá atrás, no passado. E sabe o quanto tu lutei pra você não fazer parte do meu passado? Eu lutei demais. E o drama não começou por você não estar aqui agora, começou por você estar ali atrás de mim. E às vezes eu ponho as nossas gravações no repeat até achar um sinal de desistência… Ou persistência. Como uma conta de números ímpares, sempre acabou quebrado. Ou eu, ou meu coração, psicológico, emocional. E o racional por fim se tornou um auto falante na comparação com o coração. Eu de-sis-ti. Não sei se era isso que você queria ouvir, e meu bem, não era isso que eu queria te falar. Mas soubemos chegar a esse ponto. A desistência tem sido a coisa mais sensata e fácil a fazer depois de uma história como a nossa. E penso que até esse espelho que tem à minha frente faz sentido. Ele me fez enxergar quem você nunca foi e nunca será. Não na nossa história, com tudo o que tínhamos e queríamos. Não hoje e nem no nosso destino, e que destino ingrato, hein? Não era pra ser e nem vai ser. Porque agora eu tô apta e aberta pra um destino de verdade: tomar chocolate quente com o meu amor na varanda, me casar na beira da praia, ter uma lua-de-mel em Las Vegas, ter um filho homem, ver ele crescer e ensinar a ele o que é ser um homem, …mostrar que ainda existe amor numa Terra onde abriga uma pessoa como você. E às vezes quebrar alguns espelhos só pra ter a sensação de ter 7 anos de azar, sabendo que encontrou alguém que nos trará a sorte pro resto da vida.
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